Segunda-Feira, 15 de Dezembro de 2025

Mudou, alguém percebeu??? O próximo caos, em nome da ganância, será o lucro pelo lucro




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Você nasceu e cresceu na década de sessenta, ou antes, dela, brincou nas calçadas, jogou futebol com os amigos até tarde da noite nos campinhos da redondeza sem gerar preocupação a seus pais, as portas da sua casa não tinham chaves, quem nos importunava era o guarda noturno, seus vizinhos você tratava como pessoas da família, seus professores você chamava de Professor e os respeitava como segunda mãe e segundo pai, alias a escola era seu segundo lar. Onde foi parar tudo isso? Não percebemos mas a sociedade se transformou e se transformou pelo caminho escuso, feio, errado, os bons costumes foram sendo deixados de lado, seus filhos, que você passou a conviver praticamente a distancia pelo seu envolvimento no trabalho e “sociedade” mudaram, os vizinhos eles passaram e desrespeitar, hostilizar, as amizades não mais são as de meninos e meninas da redondeza e sim por “afinidade” de classes, ou credo, ou esporte e você não notou.

A criminalidade cresceu em uma constante. Na década de setenta foi pior, oitenta pior ainda, noventa um pouco pior, dois mil pior e 2010 na sequência crescente, ainda pior e você não notou, pois estava envolvido em trabalho e “atividades sociais”. Onde está a única e exclusiva culpa de tudo isso? Você é daqueles que fechou a casa, depois subiu os muros, pôs grades nas janelas da casa, depois cercas elétricas, alarme, câmeras e achou que seu dinheiro pagaria sua segurança, que seu dinheiro monitoraria as atividades de seus filhos. Esqueceu que precisa é mudar a sociedade, postura, atitudes, ou seremos engolidos pela exclusão social e moral da sociedade.

Um professor nos disse em sala de aula na década de 80: "a sociedade irá refletir e talvez mudar, quando o ter for mais humilhante que o não ter". Vejo que esta hora chegou. Vive-se nas grandes cidades com recursos riquezas, imensamente maior do que quando você era criança, porem acuados, sem poder "viver", sem liberdade, presos dentro de casas cheias de grades, vigiados por câmeras e monitorados por empresas de segurança e nada adianta. Enquanto o pobre miserável vive livre, dorme à rua, guarda seus pertences, que são quase nada, ali mesmo, enquanto sai durante o dia para garantir sua sobrevivência. Se quiser ver um exemplo passe pela Avenida da Azenha, esquina com a Ipiranga, ou na praça Piratini, em frente ao colégio Julio de Castilhos em Porto Alegre. Ali vivem uns miseráveis, que sua casa não tem chaves ou melhor não tem casa, somente uma cama é sua residência e eles não temem perde-la para um assaltante, como estes existem muitos na grande Porto Alegre, milhares pelo Brasil e milhões pelo Mundo. O não ter não os incomoda, enquanto o milionário passa incomodado, com seu carro blindado, vidros fechados e muitas vezes seguido por um ou dois carros de seguranças particulares.

Ao invés de cultivar ódio, jogar culpa nos políticos, nos outros, reflita e comece sua mudança em casa, com seus filhos. Leve seu “novo modelo” aos amigos próximos, procure reacender relações com seus vizinhos, dispense algumas horas de sua semana para conviver com eles. Procure saber o nome do gari que varre a rua em frente a sua casa ou condomínio, converse com o porteiro do prédio, inicie a nova ordem.

“Talvez um dia, não mais existam aramados

E nem cancelas, nos limites da fronteira

Talvez um dia milhões de vozes se erguerão

Numa só voz, desde o mar as cordilheiras

A mão do índio, explorado, aniquilado

Do Camponês, mãos calejadas, e sem terra

Do peão rude que humilde anda changueando

É dos jovens, que sem saber morrem nas guerras

América Latina, Latina América

Amada América, de sangue e suor

Talvez um dia o gemido das masmorras

E o suor dos operários e mineiros

Vão se unir à voz dos fracos e oprimidos

E as cicatrizes de tantos guerrilheiros

Talvez um dia o silêncio dos covardes

Nos desperte da inconsciência deste sono

E o grito do sepé na voz do povo

Vai nos lembrar, que esta terra ainda tem dono

E as sesmarias, de campos e riquezas

Que se concentram nas mão de pouca gente

Serão lavradas pelo arado da justiça

De norte a sul, no Latino Continente

Esta musica de Francisco Alves / Humberto Zanatta, que tem o titulo de América Latina, diz muito sobre o momento social mundial.

Ah! O próximo caos, a muito anunciado e deixado de lado por todos, em nome da ganância, do lucro pelo lucro, será o alimentar, possivelmente não teremos alimentos de qualidade para comer, mesmo com muito dinheiro iremos comer alimentos impróprios, para nossa sobrevivência.

 

*Paulo Élder Vargas é Engenheiro Civil e colaborador da AMZ Noticias


Autor: Paulo Élder Vargas


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