Quinta-Feira, 23 de Julho de 2026

Quatro delegados estão responsáveis para desvendar os assassinatos no Setor Pedregal




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Após três homicídios em menos de uma semana no bairro Pedregal, o delegado geral da Polícia Civil, Adriano Peralta, criou uma força tarefa para investigar os crimes e designou quatro delegados para concluir os inquéritos.

A delegada titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Anaíde Barros de Souza, irá coordenar a força-tarefa, que ainda será composta pelos delegados Luciani Barros Pereira de Lima, Sílvia Maria Pauluzi e Antonio Carlos de Araujo.

De acordo com a publicação que circula no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (1), a força-tarefa tem como objetivo “investigar e identificar os possíveis autores dos crimes de homicídio em apuração no Inquérito Policial (nº 356/2015), tendo como vítimas Enatel dos Santos Albernaz, Eridio Pereira de Souza e Flavio da Cruz Silva (tentado) e o Inquérito Policial nº357/2015, tendo como vítima Jeferson Melo de Jesus, ambos ocorridos no Bairro Pedregal”.

A delegada Anaíde Barros, em entrevista ao HiperNotícias, afirmou que as investigações já estão na fase de oitivas e algumas pessoas, consideradas testemunhas, já foram ouvidas, porém, como se trata de três mortes e uma tentativa de homicídio, a investigação pode ser demorada.

“Iremos ouvir todas as testemunhas e tentar recolher provas. Sabemos que as duas primeiras mortes foi em uma tentativa de chacina, onde as vítimas foram baleadas com armas de 9mm. O segundo caso é uma única vítima com várias perfurações pelo corpo. Iremos ver a ligação dos crimes”, disse Anaíde.

OS CASOS

Na noite de 22 de novembro, Maninho, considerado chefe do tráfico no Pedregal, e Binha foram executados por dois homens que passaram na garupa de duas motos. Além deles, um terceiro rapaz também foi baleado.

Após a tentativa de chacina, o bairro começou a ser considerado um verdadeiro campo de guerra entre traficantes, que disputariam a vaga deixada por Maninho. Até um toque de recolher foi instaurado pelos bandidos, dizendo que quem fosse pego nas ruas após as 22h iria “levar bala”.

Dois dias depois, Jefferson Gordo foi executado. Ele morreu por volta das 22h30, quando estava em uma conveniência. Ele levou pelo menos dez tiros. Testemunhas disseram que quatro ocupantes de um Golf branco se aproximaram da vítima e fizeram os disparos.

Ferida em estado grave, a vítima foi levada ao Pronto-Socorro de Cuiabá, onde passou pela Sala Vermelha e morreu em seguida. Após essas mortes, um reforço policial foi colocado no bairro e a força tarefa foi montada para investigar as execuções. No ano todo, o Pedregal registrou seis homicídios. 


Autor: AMZ Noticias com HiperNoticias


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