Do curvilíneo torço da Vênus de Milo esculpido no tempo das cavernas às séries de televisão como "Game of Thrones" e a brasileira "Verdades Secretas", não é de hoje que sexo e arte estão em um relacionamento sério.
Mas isso não significa que a humanidade encare a representação de peitos, bundas e atos sexuais numa boa. Tentativas de proibição na Justiça, comentários inflamados de usuários em redes sociais e até a censura de sites como Facebook e Instagram a imagens consideradas ofensivas mostram que o tema ainda pode ser considerado tabu em algumas comunidades.
As discussões sobre se a representação do sexo na cultura é arte ou apelação também não são de hoje e devem continuar por muito tempo, mas uma coisa é certa: sexo vende.
Das 10 obras de arte mais caras vendidas no mundo em 2015, quatro retratavam nus, incluindo a campeã e a vice-campeã: "As Mulheres de Argel" (1955), de Pablo Picasso, e "Nu Couché" (1918), de Amedeo Modigliani, que abre este especial. Entre os 10 filmes mais vistos no Brasil no mesmo ano, o pornô soft "Cinquenta Tons de Cinza" ocupa a 5ª posição - três à frente do conto de fadas "Cinderela".
Erotismo
É quase impossível separar de forma definitiva o erotismo da pornografia. A separação está mais nos olhos de quem vê do que em uma definição categórica --que o digam os censores do Facebook. Mesmo assim, é possível afirmar que o erótico é mais sugestivo e deixa espaço para a imaginação trabalhar.
Pornografia
Já a pornografia mostra tudo - ou quase tudo - e deixa pouco espaço para a imaginação. É como se o erótico fosse a preliminar, e o pornográfico fosse o próprio ato sexual. Mas também pode ter a ver com marketing: é mais fácil tentar vender algo como erótico, porque a pornografia não costuma ser socialmente aceitável.
Autor: AMZ Noticias com Assessoria