Deus em sua infinita bondade nos criou sua imagem e semelhança; com um corpo, membros e órgãos diversos. Porém, nem todos os seres humanos, apresentam perfeição nesses órgãos, que são vitais, para desenvolvermos atividades cotidianas, como: caminhar, correr, desenvolver atividades lúdicas e por ai vai. Agora, imaginem vocês, uma pessoa cega, proveniente de uma anomalia congênita, ou por um acidente de percurso; ai, a coisa complica ainda mais.
Agora, imagine então, essa mesma pessoa dançar balé, seria algo inimaginável; porém esse mesmo Deus faz com que essas pessoas, consigam suprir essas necessidades, aguçando outros órgãos, e contando com a benevolência e amor das pessoas ditas normais, que entendem essa anomalia, como algo superável.
Existem milhares de exemplos de superação, alcançadas por pessoas cegas; uma que chamou a nossa atenção foi à pernambucana, Geyza Pereira, 29 anos, que via o sonho de ser bailarina distante de sua realidade, por ter ficado cega.
Geyza, aos 9 anos, contraiu meningite e teve que viajar às pressas para São Paulo, em busca da tão sonhada cura, infelizmente se vê desenganada pelos médicos, e com agravantes, parou de andar; depois perdeu totalmente a visão.
Para uma pessoa que nasceu enxergando, o veredito do médico, naquele momento, lhe pareceu algo absurdo, tanto que, no leito de um hospital, ela pede para que as pessoas a sua volta acendam a luz e, disseram que estava acesa, não satisfeita, pediu para abrir a janela, responderam já está aberta, ai, veio a triste constatação da cegueira.
Com o passar dos anos, ela recupera gradativamente seus movimentos, e volta a andar, mas nunca recuperou a sua visão, sua família se vê obrigada a mudar para São Paulo.
Ai entra em sua vida um anjo, que aos 15 anos, ainda muito jovem; a bailarina Fernanda Bianchini, assumiu a responsabilidade de implemantar, um projeto de seu sonho, ensinar pessoas cegas a dançar balé, seu projeto vira referência internacional, completando 20 anos de existência de trabalho voluntário, a Associação de Ballet e Artes para Cegos, Fernanda Bianchini.
No programa do Faustão, no último domingo; se fez presente, o grupo de balé clássico para cegos, da Fernanda Bianchini, confesso, fui ás lagrimas, não de tristeza, e sim de alegria, em saber que ainda existem pessoas, benevolentes que sentem amor ao próximo, e conseguem despir-se das mazelas do mundo contemporâneo, tendo como carro chefe: vaidades pessoais, arrogância, prepotência, soberba, orgulho e, por ai vai.
Essas pessoas iluminadas se doam de corpo e alma disponibilizando seu tempo, para ajudar pessoas que apresentam necessidades especiais, neste caso específico os cegos.
Falo isso, por que nós ditos normais, ao deparamos com uma pequena pedra em nosso caminho, damos início, a um processo de blasfemação, atacando num primeiro momento o nosso criador Deus, como se ele fosse o responsável, por tudo que acontece de ruim em nossas vidas.
Ai, ele mostra com sua sapiência e amor aos seus filhos, esses exemplos de superação, de pessoas que tem realmente problemas sérios, e que conseguem minimizá-los através da fé, benevolência e, amor dessas pessoas que se predispõe ajudar seu semelhante, através de uma visão altruísta.
* Licio Antonio Malheiros é geógrafo em Mato Grosso
Autor: Licio Antonio Malheiros