Passados quase dois anos de um dos crimes que mais chocou a população cuiabana, o duplo homicídio na Casa de Cambio Rápido, o policial militar que matou duas pessoas ainda não teve sentença proferida pela Vara Militar e continua trabalhando administrativamente no Comando Geral da Corporação.
Leandro Almeida de Souza, soldado da Polícia Militar, ficou um tempo afastado do trabalho por causa das mortes de Karina Fernandes e do policial Danilo Fernandes, que apesar do sobrenome, não são parentes.
O crime aconteceu na tarde de 24 de fevereiro de 2014. Após quase dois anos, os familiares não foram indenizados e o policial autor dos tiros não foi condenado. As investigações, chefiadas pelo delegado Walfrido Franklin do Nascimento, apontaram que tanto Danilo quanto Karine morreram acidentalmente, uma vez que os tiros foram direcionados a Edílson Pedroso, que entrou na casa de câmbio para assaltar, mas nem conseguiu sacar a pistola que carregava.
O soldado Leandro Almeida foi indiciado por duplo assassinato e o mecânico por tentativa de assalto à Casa de Câmbio Rápido e pelo roubo de três veículos –- dois automóveis e uma motocicleta, que lhe garantiram a fuga.
Hoje, já afastado da Delegacia de Homicídios, o delegado Walfrido comenta que, em seu entendimento, o policial atirou em legítima defesa, uma vez que ele reagiu à abordagem injusta de Edílson, que estava armado e fez menção de atirar.
“A decisão de ser ou não legítima defesa cabe ao Ministério Público Estadual, que vai analisar o inquérito”, destacou.
Responsável pelas investigações, delegado acredita que PM atirou apenas em legítima defesa, já que o assaltante fez menção de atirar
Karina morreu com um tiro na cabeça e o soldado com um projétil que atingiu seu peito, perto do coração. No entanto, foram disparados ao menos oito tiros.
Em uma das audiências de instrução, o soldado Leandro contou que só tinha atirado durante seu curso para PM, e que jamais tinha participado de uma ação dessas. A defesa de Leandro preferiu não falar sobre o assunto.
Já o advogado da família de Karina não atendeu e nem retornou os telefonemas até o fim da matéria. Desde que aconteceu o crime, a mãe de Karina não comenta o assunto.
Autor: Max Aguiar com HiperNoticias