Jornal da Notícia
  Segunda-Feira, 08 de Junho de 2026

“Vereador cuiabano nega ‘carteirada” e se diz agredido - OAB vai acionar corregedoria




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Depois de ter sido preso por filmar uma abordagem agressiva de Policiais Militares, o vereador Faissal Calil negou ter usado seu cargo para dar “carteirada” durante a ação das autoridades.

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (02), na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), ele disse ter se identificado apenas como advogado, e pedido para falar com sua irmã, que havia sido detida após, supostamente, ter discutido com os policiais. Agredido por mais de dois PMs com golpes de chave de braço, “gravata” e joelhada nas costas, ele teria pedido por calma, mas foi respondido com truculência e resolveu filmar a situação, fato que desencadeou o ataque.

“Diante da grosseria que responderam, resolvi filmar, porque isso não está certo. A partir disso, partiram pra cima de mim e me deram vários golpes. Em um momento achei que fosse morrer, porque estava sem ar, preso em uma ‘gravata’. Eu pedia calma aos policiais a todo hora, dizia que não isso não era necessário. Todos que passavam pela rua viram e se espantaram com tanta violência gratuita. Os cidadãos que filmaram ou tentaram filmar também foram agredidos e ameaçados”, contou.

De acordo com ele há gravações que comprovam o relato e que todas as agressões foram motivadas pelo uso de celulares. A primeira vítima, sua irmã Paula Calil, tentava mediar uma autuação ao funcionário de sua farmácia, que estava com viseira de capacete levantada.

Segundo o vereador, ao atender uma ligação do próprio filho, os policiais acreditaram que ela poderia estar ligando para um superior, agredindo-a e colocando-a no camburão.

A atendente do estabelecimento da família tentou filmar a intervenção exagerada, mas também foi agredida e detida pelos policiais, que pediram reforços para a situação.

Faissal afirmou ainda que só chegou ao local após ser avisado por sua mãe de a irmã teria sido presa. Foi na ocasião que ele pediu para conversar com a irmã e disse ser advogado. Além dele, as mulheres, com arranhões no pescoço e nos braços, também foram encaminhadas ao Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) Planalto.


Autor: André Garcia com Olhar Direto


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