A chegada de Jajah Neves (PDT) à Assembleia Legislativa numa articulação pessoal do governador Pedro Taques (PSDB) poderá reforçar uma eventual coligação com a atual prefeita e candidata à reeleição, Lucimar Campos (DEM), esposa do ex-senador Jaime Campos.
Na discussão da composição da chapa de Lucimar Campos em 2012, a vaga de então candidato a vice-prefeito estava reservada para o PDT, num entendimento construído pelos então senadores Jaime Campos (DEM) e Pedro Taques (PDT), mas que acabou não logrando êxito.
No entanto, dois anos depois, 2014, Pedro Taques sairia candidato a governador de Mato Grosso com Jaime Campos candidato à reeleição ao Senado da República. O democrata preferiu não disputar a reeleição, mas manteve seu apoio e do DEM a Pedro Taques, que se sagrou vencedor no pleito em primeiro turno.
Agora, a intenção do chefe do poder Executivo de Mato Grosso seria retribuir a parceira com o DEM e os laços políticos com a prefeita Lucimar Campos e com Jaime Campos, por isso a construção de uma unidade que, inclusive, poderia colocar Lucimar e Jajah Neves na mesma chapa para disputar as eleições municipais deste ano.
Jajah Neves assume na vaga de Saturnino Masson (PSDB), com quem o PDT se coligou nas eleições de 2014, que abriu espaço para o PDT e para o governador Pedro Taques de olho na sucessão municipal em outro grande município, Tangará da Serra, que já foi administrado por duas vezes por Masson, que agora pretende lançar o filho Vander Masson para disputar a sucessão do prefeito Fábio Junqueira (PMDB).
No intrincado tabuleiro de xadrez da disputa eleitoral, quando as eleições são municipais, o leque de possibilidades de um entendimento partidário rompe com resistências regionais e isto poderá colocar DEM, PSDB, PDT e PSB, que já caminham juntos há várias eleições, com outras siglas como o PR, PP, PPS e outras mais.
Como a força política e a vantagem na disputa recaem hoje na pessoa do governador Pedro Taques (PSDB) e sua alta popularidade, o mesmo costura para consolidar sua liderança nas eleições municipais facilitando assim uma eventual disputa para reeleição em 2018 ao governo do Estado, portanto os acordos que vêm sendo costurados pelo ocupante do Palácio Paiaguás tendem a sacramentar ainda mais sua condição de favorito a permanecer no Poder Executivo até 2022.
E as articulações não param apenas em Várzea Grande, tanto que o governador tenta contornar as divergências partidárias para ter um palanque mais seguro para a reeleição do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), assim como outros prefeitos aliados e importantes como Percival Muniz (PPS) em Rondonópolis e Otaviano Pivetta (PDT) em Lucas do Rio Verde, entre outros.
Autor: Marcos Lemos com Diário de Cuiabá