A Operação Seven, que investiga fraudes no Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), deve ter novas fases. A informação é do promotor Marco Aurélio de Castro, coordenador do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que deflagrou a operação na última segunda-feira (1º).
“Podemos esperar novas fases. Não podemos antecipar [se há indícios de fraudes envolvendo outros processos de terras], mas pretendemos adentrar no assunto Intermat se nós tivermos elementos para buscar novos fatos em relação à corrupção”, disse o promotor ao Olhar Direto.
Marco Aurelio afirmou que os depoimentos e as provas coletadas confirmam que houve fraude na aquisição de 727 hectares do médico Filinto Correa da Costa, que teria sido comprada duas vezes pelo Estado. A recompra da área teria causado prejuízo de R$ 7 milhões aos cofres públicos.
“O que concluímos ate agora é que a versão do Ministério Público ganhou mais corpo ainda. Ou seja, os interrogatórios e as provas produzidas até então confirmaram que a área já havia sido adquirida. O que vemos é que a área foi adquirida duas vezes e o dinheiro foi usado num sistema de corrupção”, afirmou o promotor.
A Operação Seven resultou na prisão do ex-presidente do Intermat, Afonso Dalberto, do ex-secretário de Administração, coronel José de Jesus Nunes Cordeiro, e em novas prisões do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e do ex-secretário de Estado Pedro Nadaf.
Segundo o Gaeco, Silval e seus ex-secretários “saquearam” o Estado em tempo recorde, causando um prejuízo de R$ 7 milhões em poucos meses. O documento aponta que tudo foi feito de forma célere e “no apagar das luzes” do mandato do ex-chefe do Executivo.
Autor: Laíse Lucatelli com Olhar Direto