O sumiço do piloto cuiabano Reverson Luis Bonan, de 38 anos - que desapareceu na cidade de Ponta Porã (MS), no dia 13 de dezembro -, está virando um "jogo de empurra" na Polícia. A afirmação é da esposa dele, Adriana Cristina da Silva, de 35 anos.
Reverson está desaparecido há 60 dias. A esposa se diz cansada de não obter respostas das polícias Civil e Federal de Campo Grande (MS).
Adriana disse que já passou o prazo as autoridades darem uma resposta e que espera "o mínimo" da Polícia, que é investigar o caso.
“Ninguém está investigado o desaparecimento do meu marido. Eu ligo para a Polícia Civil e eles dizem que o caso está com a Federal. Eu ligo na Polícia Federal e eles me falam que o caso é da Polícia Civil. De quem é, então? Nós queremos agilidade e respostas”, afirmou.
A esposa do piloto disse que teve que praticamente implorar para que o dono da aeronave registrasse um boletim de ocorrência. "Não dá mais para ficar esperando. É uma vida que está desaparecida, é o meu marido”, lamentou.
Adriana não acredita que o marido esteja morto e pede que o caso seja tratado como sequestro, já que não foram encontrados indícios de acidente e nem o corpo do marido foi localizado.
“Tudo indica que é sequestro. Porque se tivesse acontecido algum acidente, alguém teria visto. Não existe isso de ninguém ter visto. Ainda mais, se tivesse acontecido na mata; aí, um fazendeiro, trabalhador ou índio teria visto. E, se fosse um crime, o corpo do meu marido já teria aparecido, assim como a aeronave. Ele saiu em pleno voo, é um sequestro aéreo”, afirmou.
Outro lado
Ao MidiaNews, a Polícia Federal, em Campo Grande, informou que o inquérito voltou no dia 26 de janeiro novamente para a Polícia Civil, por não estar "de acordo com os trâmites legais".
O delegado federal Alcídio de Souza Araújo disse que o caso não é de competência da PF, e sim da Civil de Ponta Porã, já que se trata apenas de desaparecimento, e não de um crime a bordo de aeronave.
"O caso não está caracterizado como atribuição da Polícia Federal, uma vez que não há indício de crime praticado a bordo de aeronave, mas tão-somente a notícia do desaparecimento do avião", disse.
De acordo com o delegado, apenas se o Ministério Público ou a Justiça intervirem a respeito da declinação da competência, aí sim, a PF irá atuar.
A reportagem tentou entrar em contato com a Polícia Civil de Ponta Porã, mas, até a edição desta matéria, não obteve sucesso.
Caso alguém tenha qualquer informação sobre o paradeiro do piloto, pode entrar em contato com a Adriana, pelo telefone (65) 8129-0914.
Autor: Jad Laranjeira com Midia News