Segunda-Feira, 08 de Junho de 2026

Para Taques "As pessoas são importantes, mas não insubstituíveis"




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O governador Pedro Taques (PSDB) revelou, nesta quinta-feira (10), que ainda irá se reunir com os secretários Fábio Galindo (Segurança), Ana Luiza Ávila Peterlini, (Sema) e Maria Fernanda Corrêa da Costa, (adjunta da Sema) para discutir a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em proibir membros do Ministério Público no Executivo.

Apesar de considerar “difícil” a decisão que os secretários terão que tomar - para permanecer no Governo, terão que pedir exoneração do MP -, afirmou que no serviço público ninguém é "insubstituível".

“O Galindo é muito importante na Segurança Pública, como foi o Mauro Zaque. Nós precisamos do trabalho do Galindo. A Peterlini está fazendo um trabalho digno na Sema. Precisamos dela na Sema. Mas as circunstâncias da vida fizeram com que nós chegássemos até este momento”, disse.

“Hoje, conversarei com os dois secretários. Vamos resolver essa situação o mais rápido possível. Agora, eu não sei ainda a decisão deles. Mas no serviço público, ninguém é insubstituível. As pessoas são importantes, mas não são insubstituíveis”, afirmou.

O tucano lembrou que já passou por algo parecido, quando pediu exoneração do Ministério Público para ingressar na política, em 2010.

“Eu vou conversar com eles. Porque esta é uma decisão difícil. Veja que já passei por esta decisão. Você assinar um documento com uma linha pedindo exoneração de uma instituição como o Ministério Público é algo que você deve refletir bastante”, disse.

 “Antes de decidir isso, você deve conversar com sua família e com seus amigos, como eu fiz. Mas é uma decisão difícil. E qualquer decisão que for tomada por eles, eu respeitarei e a caminhada prosseguirá da mesma forma”, afirmou.

Sem nomes

Taques não quis comentar se já há nomes cotados para substituir os secretários, caso eles realmente deixem as pastas.

“Eu preciso saber primeiro o que vai acontecer. Não vou jantar antes de almoçar. Até em respeito a essas pessoas, não vou citar nomes. Não sei o que vai acontecer. Eu estaria antecipando, discutindo herança de gente viva”, disse.

“Estupro constitucional”

Por fim, o governador minimizou a polêmica em torno do voto do ministro Gilmar Mendes, que classificou como “estupro constitucional” a resolução do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) em liberar membros do órgão para atuarem nas gestões dos governos.

“Não me cabe analisar voto de ministro do Supremo Tribunal Federal. O ministro Gilmar Mendes é um grande mato-grossense, professor que eu substituí em algumas faculdades. Eu respeito o posicionamento do Gilmar Mendes. Estudei pelo livro dele, conheço os seus escritos, mas não me cabe adjetivar. O adjetivo é importante, mas prefiro os substantivos”, completou.


Autor: Douglas Trielli com Midia News


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